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Quanto custa um trabalhador à empresa

O custo de um trabalhador por ano e por mês: os 14 salários, a TSU da empresa, o subsídio de refeição e o seguro. Com os valores de 2026.

O salário mínimo em 2026 é 920 €.

0 se não pagas.

O que entra na conta

  • 14 salários. Os 12 meses, o subsídio de férias e o subsídio de Natal, cada um igual a um mês de retribuição (art. 263.º e 264.º do Código do Trabalho). Num contrato que começa ou acaba a meio do ano, os subsídios são proporcionais; a calculadora faz a conta de um ano inteiro.
  • TSU da empresa: 23,75% sobre as remunerações (22,3% nas entidades sem fins lucrativos). Os 11% do trabalhador saem do salário dele e não são custo da empresa.
  • Subsídio de refeição, se o pagares: não é obrigatório pela lei geral, mas muitos contratos coletivos obrigam. Conta-se em 11 meses, porque no mês de férias não há. Até 6,15 € por dia (10,455 € em cartão ou vales) não paga TSU; acima disso, a diferença paga.
  • Seguro de acidentes de trabalho: é obrigatório (art. 79.º da Lei n.º 98/2009) e o preço depende da seguradora e da atividade. Escreve o valor anual para entrar no total.
  • Outros custos que queiras somar, como a medicina do trabalho ou a formação.

O que fica de fora

  • Prémios, comissões, horas extra e outras remunerações variáveis.
  • Apoios e reduções da TSU que a empresa possa ter (por exemplo, na contratação de jovens ou desempregados de longa duração).
  • O adicional à TSU das empresas com uma proporção de contratos a termo acima da média do setor.

Perguntas frequentes

Quanto custa um trabalhador com o salário mínimo em 2026?

Com 920 € por mês, os 14 salários somam 12 880 € e a TSU da empresa (23,75%) mais 3059 €: 15 939 € por ano, antes do subsídio de refeição e do seguro de acidentes de trabalho.

A TSU de 11% é um custo da empresa?

Não. Os 11% descontam-se do salário do trabalhador; a empresa só os entrega à Segurança Social. O custo da empresa é a sua parte, 23,75% (22,3% nas entidades sem fins lucrativos).

O subsídio de refeição paga TSU?

Só a parte acima do limite: em 2026, 6,15 € por dia pago em dinheiro, ou 10,455 € em cartão ou vales de refeição (6,15 € mais 70%). Abaixo disso não paga TSU nem IRS.

E o Fundo de Compensação do Trabalho?

O FCT foi extinto e as entregas para o FGCT estão suspensas até ao fim de 2026 (Decreto-Lei n.º 115/2023), por isso não entram na conta.

Fontes

Confirmado nas fontes a 22 de outubro de 2026. Informação geral: não substitui o conselho de um contabilista ou de um advogado.